sábado, 25 de abril de 2026

Desabilitar o touchscreen no Fedora com systemd

 Conforme o roteiro de https://thoughtexpo.com/disable-touch/

 

Procurar o device com "hid" e anotar o HID_ID:

$ ls -laGFoh /sys/bus/hid/drivers/hid-multitouch/

 

Depois criar um arquivo de service para o systemd:
 

# replace the value with your device product id
# note: use capitalized hex values
$ product_id="2C29:0000043F:0000034"        # pegar esse codigo do ls acima
$ sudo tee /etc/systemd/system/disable-touchscreen.service > /dev/null << EOF
[Unit]
Description=Unbind touchscreen device

[Service]
Type=oneshot
ExecStart=/bin/bash -c "basename \$(ls /sys/bus/hid/devices/*$product_id* -d) > /sys/bus/hid/drivers/hid-multitouch/unbind"
RemainAfterExit=yes

[Install]
WantedBy=multi-user.target
EOF


E entao rodar/habilitar o service com o systemctl:

$ sudo systemctl daemon-reload && sudo systemctl enable disable-touchscreen.service

terça-feira, 24 de maio de 2022

Habilitar recurso de máquina virtual no Windows

 Dependendo da versão do windows e até dos softwares instalados, pode ser necessário habilitar o recurso de máquina virtual no windows para utilizar Virtualbox ou Vagrant. Para tanto, basta executar o comando abaixo no poweshell como administrador:

dism.exe /online /enable-feature /featurename:VirtualMachinePlatform /all /norestart

quarta-feira, 3 de novembro de 2021

Instalar o WinGet no Windows 10 com Java/OpenJDK, Git e VSCode

Os passos são simples, mas demorei para descobrir por isso resolvi registrar aqui:

  1. Baixar o arquivo .msixbundle do link https://github.com/microsoft/winget-cli/releases (se você souber a utilidade dos outros arquivos deixe um comentário)

  2. Executar o Powershell como Administrador e rodar o seguinte comando no diretório onde baixou o arquivo (provavelmente em Downloads):
    Add-AppPackage -path .\Microsoft.DesktopAppInstaller_8wekyb3d8bbwe.msixbundle

  3. Depois basta rodar o comando winget no prompt de comando (no powershell deu erro de termos de uso). Seguem os comandos:
    winget install "The Silver Searcher"
    winget install Microsoft.OpenJDK.17
    winget install VSCode
    winget install Git.Git
    winget install Microsoft.WindowsTerminal

Obs: The Silver Searcher instala o comando ag que é a melhor ferramenta de busca de string em arquivos que conheço.

segunda-feira, 22 de março de 2021

Programas para instalar no openSUSE logo após primeiro boot

Executar os seguintes comandos do zypper no primeiro boot do openSUSE Tumbleweed (se for o Leap basta trocar o repositório do Packman) para instalar programas úteis:

  1. sudo zypper addrepo -cfp 90 'https://ftp.gwdg.de/pub/linux/misc/packman/suse/openSUSE_Tumbleweed/' packman
     
  2. sudo zypper refresh
     
  3. sudo zypper dist-upgrade --from packman --allow-vendor-change
     
  4. sudo zypper install --from packman ffmpeg gstreamer-plugins-{good,bad,ugly,libav} libavcodec-full vlc-codecs
     
  5. sudo zypper in opera i3 java-17-openjdk-demo neofetch the_silver_searcher

É bom usar o XFS ou ext4 de filesystem, btrfs é muito ruim pra desktop. 

quarta-feira, 1 de maio de 2019

Reflexão sobre o trabalho subjetivo no Design Thinking

O que é Design Thinking?

É um processo iterativo de análise e proposição de solução, no qual procura-se entender o usuário, desafiar suposições e redefinir problemas, na tentativa de identificar estratégias e soluções alternativas que talvez não sejam instantaneamente aparentes com nosso nível inicial de compreensão (ou pré-conceitos). Ao mesmo tempo, o Design Thinking fornece uma abordagem baseada em solução para resolver problemas. É uma maneira de pensar e trabalhar, bem como uma coleção de métodos práticos.

O método gira em torno de um profundo interesse em desenvolver uma compreensão das pessoas para as quais estamos projetando os produtos ou serviços. O "profundo" vem da vontade do analista em realmente "mergulhar" no problema e entendê-lo sob o ponto de vista do usuário, pois isso ajuda a observar e desenvolver empatia com quem vai usar a solução. O Design Thinking também ajuda no processo de questionamento: questionar o problema, questionar os pressupostos e questionar as implicações. Essa forma de trabalho é extremamente útil no tratamento de problemas que são mal definidos ou desconhecidos, reenquadrando o problema de formas centradas no ser humano, criando muitas ideias em sessões de brainstorming (de forma direcionada e contextualizada) e adotando uma abordagem prática em prototipagem e testes. O Design Thinking também envolve experimentação contínua: esboçar, criar protótipos, testar e experimentar conceitos e ideias.

Fases do Design Thinking

Existem muitas variantes do processo de Design Thinking, algumas com três e outras com até sete fases, estágios ou modos, contudo, todas as variantes são muito semelhantes. Os princípios que regem o processo foram descritos pela primeira vez pelo Prêmio Nobel Herbert Simon em The Sciences of the Artificial em 1969. Conforme as fontes consultadas e as percepções deste autor, segue descrição do modelo de cinco fases proposto pelo Instituto Hasso-Plattner de Design em Stanford, que também é conhecido como d.school. Foi considerada a abordagem deles porque estão na vanguarda da aplicação e ensino do Design Thinking. As cinco fases do Design Thinking, de acordo com a d.school, são as seguintes:


  • Empatizar - com seus usuários
  • Definir - as necessidades dos usuários, o problema deles e suas ideias
  • Idear - desafiar suposições e criar ideias para soluções inovadoras
  • Prototipar - para começar a criar soluções
  • Testar - soluções


É importante observar que as cinco fases, estágios ou modos nem sempre são sequenciais. Elas não precisam seguir nenhuma ordem específica e podem ocorrer em paralelo e repetir iterativamente. Dado isso, não deve-se entender as fases como um processo hierárquico ou passo-a-passo e, sim, considerá-lo como uma visão geral dos modos ou fases que contribuem para um projeto inovador, em vez de etapas sequenciais, e neste artigo discute-se o trabalho subjetivo envolvido principalmente nas etapas de Empatizar e Idear.

O Problema dos Padrões de Pensamento Enraizados e o Trabalho com Empatia

Às vezes, a maneira mais fácil de entender algo intangível, como o Design Thinking, é entender o que não é.

Os seres humanos naturalmente desenvolvem padrões de pensamento modelados em atividades repetitivas e conhecimento comumente acessado. Isso nos ajuda a aplicar rapidamente as mesmas ações e conhecimentos em situações semelhantes ou familiares, mas eles também têm o potencial de nos impedir de acessar e desenvolver novas maneiras de ver, entender e resolver problemas de maneira rápida e fácil. Esses padrões de pensamento podem ser chamados de esquemas, que são conjuntos organizados de informações e relações entre coisas, ações e pensamentos que são estimulados e iniciados na mente humana quando encontramos alguns estímulos ambientais. Um único esquema pode conter uma grande quantidade de informações. Por exemplo, temos um esquema para lápis que consiste num corpo cilíndrico fino feito de madeira, e um núcleo de grafite, que pode vir apontado já de fábrica. Quando o estímulo ambiental corresponde a esse esquema - mesmo quando há um elo tênue ou apenas algumas das características presentes - o mesmo padrão de pensamento é trazido à mente. Como esses esquemas são estimulados automaticamente, isso pode obstruir uma impressão mais adequada da situação ou impedir que enxerguemos um problema de uma maneira que permita uma nova estratégia de solução de problemas (ex.: Podemos fazer o corpo do lápis de outro material? Formato cilíndrico é o melhor? etc). A solução inovadora de problemas também é conhecida como “pensar fora da caixa”.

O interesse "profundo" em entender o problema de um usuário passa pela necessidade do analista em aplicar essa técnica de "pensar fora da caixa" e deixar de lado seus esquemas pré-concebidos. Daí vem o passo inicial para conseguir empatizar com o usuário.

É necessário "experimentar" o problema do usuário. Mas só experimentação pura e simples pode fazer com que o analista tenha ideias e já "volte para a caixinha", e comece a procurar soluções. O passo de empatizar é mais do que experimentar, é importante observar (outros usuários), ouvir (questioná-los sobre a experiência e a situação), questionar o que se escuta também (a fim de aprofundar o relato do usuário) e, também, construir relacionamentos (um interesse genuíno em se engajar no problema e ouvir relatos significativos de usuário vai levar a um relacionamento com esse usuário). Ao chegar no nível de relacionar-se com o usuário, o analista vai ter uma visão melhor do que testar primeiro, além de feedbacks mais relevantes destes usuários.

O Poder da Narrativa para Ideação

Em 2014 um caminhoneiro que estava transportando no seu caminhão uma carga alimentos para um supermercado em Brasília bateu na ponte do Bragueto. Segundo o relato do motorista, ele foi pelo caminho que haviam indicado para ele. Provavelmente ninguém pensou na possibilidade do acidente, mas o motorista que é caminhoneiro experiente também não pensou que o caminho indicado poderia dar problema, apenas seguiu supondo que não haveria tal contratempo. Outro ponto interessante nessa notícia foi a solução dada pelos bombeiros, pois num primeiro pensamento o jeito seria desmontar a peça do caminhão, mas a solução deles foi de esvaziar os pneus, que certamente é a solução mais simples, pois evitou chamar um profissional específico, além do ganho de tempo para liberar a pista.
Fonte G1: http://g1.globo.com/distrito-federal/noticia/2014/10/caminhao-fica-preso-na-ponte-do-bragueto-e-fecha-2-faixas-de.html
Fonte: G1

Mas por quê contar aqui esta história? Contar histórias ajuda a inspirar oportunidades, ideias e soluções. Histórias são moldadas em torno de pessoas reais e suas vidas. As histórias são importantes porque são relatos de eventos específicos, não de declarações gerais. Elas nos fornecem detalhes concretos que nos ajudam a imaginar soluções para problemas específicos.

Ciência e Racionalidade no Design Thinking

Algumas das atividades científicas incluirão a análise de como os usuários interagem com os produtos e investigam as condições em que operam: pesquisando as necessidades dos usuários, reunindo experiências de projetos anteriores, considerando as condições presentes e futuras específicas do produto, testando os parâmetros do problema e testar a aplicação prática de soluções de problemas alternativos. Ao contrário de uma abordagem exclusivamente científica, onde a maioria das qualidades, características e problemas conhecidos do problema são testados para chegar a uma solução de problema, as investigações do Design Thinking incluem elementos ambíguos do problema para revelar parâmetros anteriormente desconhecidos e descobrir estratégias alternativas, daí a importância de fazer um bom trabalho na empatia e ideação.

Depois de chegar a um número de possíveis soluções de problemas, o processo de seleção é sustentado pela racionalidade. Os projetistas são encorajados a analisar e falsificar essas soluções problemáticas para que possam chegar à melhor opção disponível para cada problema ou obstáculo identificado durante cada fase do processo de design.

Design Thinking é para todos

Tim Brown (autor e um dos precursores do método) também enfatiza que as técnicas de Design Thinking e as estratégias de design pertencem a todos os níveis de um negócio. O método não é apenas para designers, mas também para funcionários criativos, freelancers e líderes que buscam inovar em todos os níveis de uma organização, produto ou serviço, a fim de impulsionar novas alternativas para os negócios e a sociedade.

O Design Thinking é essencialmente uma abordagem de solução de problemas, que envolve avaliar aspectos conhecidos de um problema e identificar os fatores mais ambíguos ou periféricos que contribuem para as condições de um problema. Isso contrasta com uma abordagem mais científica, em que os aspectos concretos e conhecidos são testados para se chegar a uma solução. É um processo iterativo em que o conhecimento deve ser constantemente questionado e adquirido, ajudando a redefinir um problema, na tentativa de identificar estratégias e soluções alternativas que podem não ser imediatamente aparentes com nosso nível inicial de compreensão e preconceitos. É importante para pessoas que estão tentando desenvolver novas formas de pensar, que não respeitem os métodos dominantes ou mais comuns de resolução de problemas - assim como os artistas fazem. No coração do método está a intenção de melhorar os produtos, analisando como os usuários interagem com eles e investigando as condições em que estes operam, e esse método nos oferece um meio de cavar um pouco mais fundo para descobrir maneiras de melhorar as experiências do usuário, sempre que o analista que vai aplicar o método esteja disposto a dar esse passo "pra dentro".

Para saber mais:


sábado, 27 de abril de 2019

Growth Hacking

Growth Hacking é um termo criado por Sean Ellis para definir uma estratégia de experimentação rápida em marketing e desenvolvimento de produto ou negócio. Para empreendedores e desenvolvedores de startups, esse processo precisa ser compreendido pois sua utilização pode trazer resultados.

Essa estratégia é processo de venda de produtos e aumento de presença de marca, usando métricas testadas, criatividade e muito analytics. A pessoa que implementa essa estratégia - o Growth Hacker - deve resolver cada desafio de marketing de maneira única para aquela marca, implementando métricas relevantes e análise específica para cada situação de desenvolvimento que a marca precise. Essencialmente essa pessoa é o cérebro por trás de uma estratégia de marketing, planejando a forma de crescimento de um produto ou negócio. Ainda que estratégia de marketing seja algo trivial para qualquer empresa, a diferença do Growth Hacking é nas ferramentas utilizadas e na abordagem da proposta de marketing. Empresas estabelecidas já possuem uma área de marketing e dados sobre seu produto, negócio e mercado, bem como detalhes dos clientes. Já uma startup precisa desenvolver isso tudo do zero, e a abordagem do Growth Hacking permite que se faça isso de maneira iterativa e direcionada, com validação constante e análise de cada métrica - daí o uso do termo "hacking".

Executar essa estratégia com sucesso não é fácil, pois muita parte do processo é subjetiva. Isso exige do Growth Hacker uma capacidade de encontrar soluções criativas e observações refinadas, pensamento crítico e muito trabalho de coleta de dados e análise de métricas. Quando bem-executado, esse trabalho torna-se chave dentro de uma startup. A seguir vou detalhar um roteiro básico de como trabalhar o Growth Hacking.

Definir metas

Sem metas que direcionem o trabalho do Growth Hacker, não se sabe por onde começar. Aqui, o principal não é apenas definir número de seguidores, conversões ou engajamento; é entender o canal prioritário para a startup e o enfoque, para então começar a trabalhar.  Por exemplo, num dado momento é mais importante obter conversões no site ou aumentar o engajamento no Facebook? Se for definido o aumento de engajamento no Facebook como prioritário, então mais do que o foco num número (10.000 seguidores nos próximos 6 meses), é importante a definição de porque o Facebook foi mais importante, para trabalhar esse canal em detalhe. Dessa forma pode-se quebrar a meta em pequenos passos práticos, executáveis e verificáveis.

Exemplificando o caso, o Growth Hacker pode formatar o conteúdo em um vídeo no Facebook e, posteriormente, pode apresentar o mesmo conteúdo em uma postagem escrita. Assim é possível comparar qual postagem gerou mais engajamento com o público, e aí refinar esse trabalho. Se o vídeo gerou mais engajamento, pode-se experimentar "lives"; se a postagem escrita é que gera mais comentários, pode-se sugerir ao público usar os comentários para incrementar o conteúdo da postagem original. Seja qual for o formato, o importante é analisar o impacto de cada ação junto ao público e a forma que se consegue engajamento e compartilhamento.

Acompanhar a evolução

Com as metas quebradas em tarefas executáveis, o passo seguinte é analisar o resultado de cada ação, focando aquelas que estão apresentando melhor resultado. Se o vídeo postado gerou mais engajamento, a empresa deve focar em produção periódica de vídeos e trabalhar esse engajamento em cada postagem, por exemplo.

Previamente a essas ações, é importante definir as métricas utilizáveis. Isso também depende da mídia, pois em um website ou blog próprio podem ser instaladas ferramentas de analytics, enquanto numa mídia social deve-se utilizar o que estiver disponível nela (Como o Facebook for Business e o Instagram for Business). Análise de métrica é um trabalho de classificação e aprofundamento, desde verificar qual tipo de dispositivo seu usuário mais usa (computador, smartphone, etc.), passando pela distribuição demográfica do público (região, faixa etária), até detalhes mais voltados ao próprio conteúdo (linguagem produzida, tamanho do conteúdo, apresentação). O tratamento do conteúdo é subjetivo.

Produzir conteúdo impactante

Os esforços de marketing digital sempre evoluem para trabalho de conteúdo. Sendo assim, aperfeiçoar a produção de conteúdo é o trabalho fundamental do Growth Hacking, principalmente em startups que precisam se conectar com usuários e aumentar a audiência.

Seguindo com o exemplo do vídeo, o trabalho principal é tornar esse vídeo compartilhável, o que pode ser feito adicionando um botão no próprio vídeo, ou mesmo o conteúdo do vídeo induzir o usuário a fazê-lo. Mas o "hacking" de conteúdo deve se preocupar com tudo o que é produzido. Um exemplo simples é o fazer com que "headline" do site seja impactante o suficiente para despertar a curiosidade do visitante para o produto. Na produção de conteúdo em formato de textos, além de correção na escrita, o texto deve ser "fluido" a ponto de envolver o leitor, fomentando o compartilhamento e a interação.



Growth Hacking está em cada detalhe do que é apresentado ao usuário, com o fim de trazê-lo ao negócio.


domingo, 14 de abril de 2019

Marketing Digital com Email Marketing

Qualquer negócio precisa de divulgação, e a ideia é formatar uma proposta de divulgação que atinja o público desejado e faça valer a pena cada centavo investido. Com a influência das mídias sociais na vida das pessoas, esse canal é agora o mais usado para divulgação de negócios, dos grandes aos pequenos. E principalmente pelos pequenos, que podem usar o Email Marketing.

A grande vantagem do Email Marketing, além de acessível e efetivo, é que ele pode conseguir interação com a audiência, captando informações comportamentais de cada usuário. O usuário que informou o próprio email para a listagem espera alguma coisa relevante, que seja do interesse dele, e se não render nenhum negócio com os emails enviados, ele ao menos terá que deletar o email para tirar da caixa, e isso já é um dado a ser observado.

O conteúdo pode variar desde promoções e descontos em algum produto, passando por informar sobre algo novo e até a revisar notícias e postagens sobre o assunto em questão. Costumeiramente, uma abordagem diversificada costuma trazer mais resultados, mas lembre-se que o assunto que gerou o interesse inicial precisa estar sempre em voga. Os meios digitais oferecem a capacidade de criar um "marketing personalizado", por isso o mapeamento do comportamento de cada cliente pode trazer dados que os diferenciem (mesmo que originalmente tenham se interessado pelo mesmo assunto). Existem softwares que podem mapear esse comportamento e ajudar a gerenciar diferentes listas de emails, agrupando os usuários por subgrupos de interesse ou padrões de comportamento. Com softwares é possível também gerar emails automáticos de resposta, indicando um caminho ao usuário ou marcando um comportamento desejável, no intuito de fortalecer o relacionamento.

Outro ponto importante é o momento de enviar emails. Isso depende do objetivo que o email possui, por exemplo, um email de "boas-vindas" deve ser enviado logo após o usuário se cadastrar na lista, bem como um email de confirmação de compra de um produto no site.

Além disso tudo, é importante também cuidar de pequenos detalhes. Algumas dicas de boas práticas: escrever uma mensagem simples e direta, com parágrafos curtos; incluir um botão CTA clicável sempre que possível; trabalhe agressivamente a construção de sua lista de emails, oferecendo benefícios a quem se inscreve; abra e mantenha um canal de comunicação (como resposta no email, ou um email de contato/chat etc.); ofereça valor (algo relevante para o público acionado); FOQUE NO ASSUNTO DO EMAIL, que deve ser claro e sucinto, apresentar de alguma forma o conteúdo e, se possível, passar um senso de urgência.

Referências:

sábado, 6 de dezembro de 2014

Instalando GnuCOBOL no openSuSE

Pacotes necessários para instalar o GnuCOBOL no openSuSE 13.1: 

  1. sudo zypper in checkinstall checkinstall lang make libdb-4_8-devel libdb-4_8 libgmpxx4 libgmp10 gmp-devel 


Comandos para compilar o código fonte do open-cobol:

  1. ./configure --enable-debug 
  2. make 
  3. make install 
  4. sudo /usr/sbin/checkinstall

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Se nomeia a formação verbo auxiliar + verbo principal de acordo com o verbo auxiliar e a forma nominal do verbo principal:
Verbo Forma composta Nome da forma
habitual
Exemplos
Ter, Haver Particípio Tempo composto Tinha recebido
Havia levado
Ser Particípio Voz passiva Era recebido
Era levado
Estar Infinitivo (junto a preposição a)
ou gerúndio
Gerundismo ou
Forma perifrástica
Estava a receber
Estava levando
Ir Infinitivo ou gerúndio Complemento verbal comum
ou gerundismo (oração reduzida)
Ia receber
Ia levando


Fonte: http://pt.wikibooks.org

domingo, 22 de julho de 2012

Usando o openSuSE 12.2 RC1

Ontem ocupei o sábado instalando o RC1 do openSuSE 12.2. Gravei a imagem do LiveCD do Gnome num USB com o imagewriter. Efetuei boot pelo USB e iniciei a instalação.

A instalação foi tranquila e como o USB é rápido, logo já estava usando o sistema. Abaixo segue a lista de passos que tive que fazer para deixar pronto pro desktop:

  1. Instalei todos os pacotes que encontrei no Yast2 com os nomes 'lang', 'translation', 'pt' e 'brazilian' pros aplicativos (sem isso muitos aplicativos ficam em inglês, mas isso é uma limitação da versão do LiveCD, o DVD já instala os pacotes pra pt_BR;
  2. Instalei o Java da Sun, conforme Easy Linux Tips Project. (depois descobri que não seria necessário já que aparentemente o java que vem instalado, apesar de ser a versão da comunidade, está funcionando bem);
  3. Instalei o Flashplayer pelo Yast2 mesmo;
  4. Criei o diretorio no /etc/.java/.systemPrefs conforme a dica BB em 64 bits. (para que esse bug tem que arrumar sempre);
  5. Configurei ~/.profile com pt_BR.ISO-8859-1 e também o /etc/sysconfig/languages;
  6. Instalei fontes com o comando "zypper in fetchmsttfonts" e recompilei as fontes já instaladas conforme Recompiling Freetype with the patented auto hinter enabled
    (não notei diferença após recompilar as fontes. A diferença principal é com a instalação das "msttfonts" pois muitos sites web não apresentam as fontes adequadamente;
  7. Instalei o "gnome-tweak-tool" e habilitei a área de trabalho e os botões de maximizar e minimizar no Gnome 3;
  8. Coloquei o ~/.profile pra pt_BR.UTF-8 depois de perceber erros em fontes no desktop do Gnome 3;
  9. No site de extensões do gnome, ativei a extensão de documentos recentes e desativei a extensão de acessibilidade;
  10. Ativei a tecla delete pra apagar arquivos, conforme dica do blog linuxlike;
  11. Instalei o Nicotine-plus (cliente do Soulseeker) que baixei do site pkgs.org, pra baixar músicas;
  12. Adicionei os repositórios "Packman" e "VLC". Adicionei também o chromium e instalei os pacotes w32codec-all e vlc-codecs; Não funcionou para o codec h.264, então segui o roteiro conforme o link: http://tinyurl.com/czx3jab 
Depois disso tudo, o sistema ficou pronto pra desktop. Está rodando bem rápido e essa versão promete ser boa e estável, diferente da 12.1. Veremos em setembro quando sair a versão definitiva.

OBS: O imagewriter não está funcionando no 12.2 devido a uma incompatibilidade com o udisks2.

TO-DO: Fazer um script que automatize essas tarefas! (ou uma distro no suse studio)

domingo, 31 de julho de 2011

Democracia e influência das corporações

"I mean, what's the elections? You know, two guys, same background, wealth, political influence, went to the same elite university, joined the same secret society where you're trained to be a ruler - they both can run because they're financed by the same corporate institutions. At the Democratic Convention, Barack Obama said, 'only in this country, only in America, could someone like me appear here.' Well, in some other countries, people much poorer than him would not only talk at the convention - they'd be elected president. Take Lula. The president of Brazil is a guy with a peasant background, a union organizer, never went to school, he's the president of the second-biggest country in the hemisphere. Only in America? I mean, there they actually have elections where you can choose somebody from your own ranks. With different policies. That's inconceivable in the United States." - Noam Chomsky, da wikiquote.org

Noam Chomsky é considerado uma das pessoas mais influentes da atualidade, tanto por seu ativismo político quanto pelos seus estudos científicos. Uso essa citação atribuída a ele para refletir sobre nossa forma de organização.

Ele (Chomsky) inicia sua citação criticando as eleições nos Estados Unidos. Lá, apesar de existirem vários partidos e candidatos, só dois concorrem, de fato, à presidência: O candidato do partido Republicano e o candidato do partido Democrata. Contudo, a crítica não está no fato da falta de pluralismo partidário, e sim no currículo dos candidatos, pois os candidatos de ambos partidos sempre tem o mesmo perfil: são universitários, com boa situação financeira, com mesmo padrão de moral e representam os interesses de corporações. A seguir, após citar o discurso de Barack Obama, ele compara os EUA ao Brasil, dizendo que aqui sim a população é livre pra escolher, pois foi possível eleger Lula, que não tem estudo e era líder sindical, concluindo que essa opção/possibilidade seria impensável nos EUA.

Fiquei pensando se realmente isso tinha cabimento. E Chomsky, apesar de ser um crítico brilhante, creio que nesta opinião não foi muito feliz. É verdade que Lula foi uma "nova opção" para os eleitores brasileiros em termos de currículo político e pessoal. Contudo, vamos direto no que interessa: Lula foi candidato várias vezes, e quando foi eleito em 2002, conseguiu isso com apoio de grandes corporações (seja isso coincidência ou não, é fato).

Ao perceber isso, questiono a capacidade de algum candidato, aqui ou nos EUA, conseguir ser eleito sem representar interesses e ter apoio de grandes corporações e pessoas poderosas. Eike Batista realizou doações milionárias para as campanhas da Dilma e do Serra. Outras empresas que também ajudaram "os dois lados" foram algumas construtoras. Coincidência, ou não, eram os candidatos favoritos pelas pesquisas, e cada um destes tiveram doações muito maiores que todos os outros juntos.

Coincidência, ou não, creio que são coincidências demais. Lula não teria sido eleito sem ter conseguido o apoio de grandes corporações. E Dilma também. E provavelmente os próximos presidentes seguirão essa tendência. Por isso, vejo que o problema de falta de escolha não tem a ver com sistema bipartidário, como nos EUA, e sim com o bipartidarismo que as corporações criaram aqui e lá.

Diante disso, qualquer discussão em termos de candidaturas e partidos torna-se fútil, já que o vencedor tem seus compromissos com "lobbystas". E estes não tem nenhum problema em apoiar e financiar alguém que tenha uma história de vida simples.

Diria ao Chomsky que o problema não é o sistema político, e sim a influência das corporações sobre a política. Quem sabe a proibição de contribuições de empresas para candidatos conseguiria reduzir um pouco essa influência? Eu gostaria de ver isso, aqui ou lá nos EUA. Quanto à eleição do Lula, vejo apenas como um oportunismo dos "lobbystas" que apoiaram o candidato certo (favorito e popular).

Vendo movimentos populistas nos EUA como o "Tea Party", entendo que os EUA não estão livres de eleger alguém que não seja da elite universitária do país, pois basta que esse candidato seja popular o suficiente para conseguir o apoio das corporações.

E a Democracia nesse capitalismo onde corporações comandam a política, é só para "inglês ver".

sábado, 16 de julho de 2011

Sobre planejamento estratégico

Reflexão sobre o assunto proposto no texto Uma Introdução ao Planejamento Estratégico, de Cláudio Porto.

Logo no início do texto o autor apresenta as ideias de mudanças rápidas no mercado para justificar a necessidade de formulação de um plano estratégico. Nesse caso eu pergunto a você, leitor: qual o foco da estratégia da empresa que você trabalha?

É sabido que a grande maioria das pequenas e médias empresas tem um plano "tácito" de estratégia, não sendo a estratégia formulada por um documento a ser distribuído e discutido entre os funcionários. E mesmo assim essas empresas existem, geram empregos, renda e lucro. Considerando as sugestões do autor, nada impede que uma empresa pode definir um plano estratégico ao mesmo tempo multidimensional, com definição de domínios de negócio e com modelo de decisão integrador. Passado a divulgação do plano, a empresa e seus funcionários vão seguir com a batalha diária de competir, e aquele documento vai ter servido para quê?

Considerando o cenário de alta competitividade e turbulência, creio ser muito importante que o plano estratégico foque a inovação e a capacidade de conseguir planejar ações que vão tornar a empresa diferenciada.

Diante disso, prefiro complementar a ideia do autor. A estratégia é importante para manter a organização unida em torno de objetivos a serem alcançados a longo prazo, sim. Mas a administração estratégica deve ser vista como um processo que faça com que a empresa seja focada em melhorar a competitividade e obter vantagem competitiva, alcançando melhores resultados (melhores em relação ao passado, e melhores do que a concorrência). Os autores Hitt, Ireland e Hoskisson (2008, p.6) definem o processo de administração estratégica como "...o conjunto completo de compromissos, decisões e ações necessários para que a empresa obtenha vantagem competitiva e retornos acima da média".

Para aprofundar a percepção da competitividade no mercado atual, os mesmos autores usam o termo hiperconcorrência, dizendo que
"...as hipóteses de estabilidade do mercado são substituídas por conceitos de instabilidade inerente à mudanças. A hiperconcorrência é resultado da dinâmica das manobras entre concorrentes globais e inovadores. É uma situação de concorrência que evolui rapidamente com base no posicionamento preço-qualidade, concorrência para criar novo know-how e estabelecer vantagem para aquele que chega primeiro (first-mover), e concorrência para proteger ou invadir mercados de produto ou mercados geográficos estabelecidos. Em um mercado hipercompetitivo, as empresas geralmente desafiam agressivamente seus concorrentes na esperança de melhorar sua posição competitiva e, por fim, o seu desempenho."(HITT; IRELAND; HOSKISSON, 2008, p.7).

Outra característica que influencia o mercado - e consequentemente as empresas - são as mudanças tecnológicas, tanto em variedade (muitas tecnologias novas surgindo ao mesmo tempo) quanto em velocidade (novas tecnologias são difundidas e adotadas rapidamente).

E também por consequência das mudanças tecnológicas, estamos vivendo na "Era da Informação" e as empresas devem saber aproveitar as oportunidades que as informações disponíveis podem oferecer. Para exemplificar, a Amazon mudou a forma de vender produtos na internet, ao conseguir reunir e utilizar as informações sobre clientes para sugerir produtos e atender cada cliente de maneira única. O Google também consegue personalizar a experiência do usuário ao disponibilizar anúncios de acordo com o seu perfil e suas buscas realizadas. Essa forma de personalizar o atendimento ao cliente usando as ferramentes tecnológicas e as informações que se possui sobre o cliente também é conhecida por customização em massa.

Um plano estratégico de longo prazo dificilmente irá prever as mudanças que ocorrerão no período. Por isso é necessário que haja flexibilidade estratégica, definida pelos mesmos autores já citados como "o conjunto de capacitações utilizado para responder a várias demandas e oportunidades que existem em um ambiente competitivo dinâmico e incerto", que eu complemento com a citação de um executivo inglês: "para gerar valor extraordinário para os acionistas, a empresa tem de aprender melhor do que os seus concorrentes e aplicar esse conhecimento em todos os seus negócios mais rápida e amplamente do que eles".


Fiz toda essa revisão de conceitos para responder as seguintes perguntas:
  1. O plano estratégico deve preparar a empresa apenas para esclarecer a estrutura decisória, funções, e domínios de negócio? 
  2. Será que essa ideia inicial do autor de plano estratégico não limita os objetivos e ações da empresa a apenas acompanhar e responder ao mercado?
  3. É mais importante um plano que defina a estrutura e o domínio de negócios da organização, ou que sirva como base para difundir a ideia de inovação e aprendizagem dentre os funcionários?

Eu acredito que o plano estratégico tem que fugir de formalizações e definições organizacionais, pois dessa forma ele não vai contribuir para a empresa se envolver num mercado muito competitivo. Para a realidade da alta competição, eu acredito que o plano estratégico é bom
quando é útil para que sejam discutido pelas equipes formas de trabalhar uma demanda de maneira diferente, ou melhorar um processo. O plano deve, em geral, incutir nos funcionários as ideias de flexibilidade, inovação e aprendizagem, pois assim a empresa pode conseguir vantagem competitiva difícil de ser imitada pela concorrência, e o plano vai estar servindo de base para que os funcionários reflitam, aprendam e melhorem os processos nos quais estão envolvidos, cada um no seu departamento.

Referência bibliográfica: 
HITT, M.; IRELAND, R.; HOSKISSON, R. Administração estratégica: competitividade e globalização. São Paulo: Cengage Learning, 2008.
 

Transparência e ética profissional

Resenha crítica do artigo Governança corporativa: Quando a transparência passa a ser uma exigência global (Ana Tércia Lopes Rodrigues), IX Convenção de Contabilidade do Rio Grande do Sul, 15/8/2003

A autora começa o artigo apresentando os motivos que levam as organizações a um maior grau de transparência, justificando o modelo de gestão que privilegia a informação. Dentre os motivos destacam-se: o interesse em captar recursos de investidores e barganhar taxas de financiamento com bancos. Ainda na introdução, é apresentada a forma mercadológica de classificação do nível de governança de uma empresa, comentando sobre o segmento Novo Mercado da BOVESPA. 

O texto segue com mais quatro tópicos e a conclusão. No tópico seguinte, "A TRANSPARÊNCIA COMO EXIGÊNCIA DO MERCADO", a autora começa usando o caso da Enron para basear o argumento da necessidade de transparência, fazendo a conexão entre falta de transparência e prejuízo financeiro, resultado do caso da referida empresa. A próxima ideia apresentada é a de que "empresas com visão de mercado avançada" estariam se estruturando para adotar práticas de governança corporativa, justificando essa ideia com uma citação direta do presidente do grupo Gerdau, extraída do Jornal do Comércio. A autora apresenta a opinião de um empresário retirada de um jornal, e extrapola essa opinião como se fosse um padrão para todas as grandes empresas. Além disso, a Gerdau até os dias de hoje está listada apenas no Nível 1 de governança corporativa, não sendo a melhor referência em governança corporativa do Brasil. Neste ponto a autora não apresentou bons argumentos para defender a ideia apresentada, tampouco apresentou uma ideia clara do que deveria ser defendido ou justificado.

No parágrafo seguinte o artigo chama o BNDES de "Banco Nacional de Desenvolvimento do Extremo Sul", entidade que não existe. Porém, ao consultar as referências bibliográficas percebe-se que se trata do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.

O tópico segue com a explicação do programa do BNDES de incentivo à adoção de práticas de governança corporativa por empresas que venham a pleitear crédito e, por fim, informa que as empresas brasileiras com governança corporativa estão rendendo acima da média do mercado, comparando o IGC com o IBOVESPA, contudo, não detalha o período de comparação dos dois índices.

O segundo tópico apresenta aspectos conceituais da governança corporativa, onde é possível perceber maior número de citações para o embasamento das ideias. Para defender a ideia inicial de mudança no cenário de gestão das empresas, é citado o exemplo da profissionalização de empresas familiares, aliado à percepção de buscar atender aos interesses de todos os stakeholders, ao invés de priorizar somente o lucro. Em seguida o tópico apresenta conceitos de governança corporativa do IBGC e de fontes consultadas, relacionando a governança com a Teoria de Agência e de Economia de Custos de Transação. Por fim, apresenta um breve histórico e os quatro pontos chave da governança corporativa.

No terceiro tópico, o artigo apresenta as melhores práticas de governança corporativa. Inicia com menção aos documentos produzidos por instituições que zelam por padrões de governança no mundo, com destaque para o Código de Melhores Práticas de Governança Corporativa do IBGC. A primeira regra é em função da propriedade, a qual deve priorizar a igualdade entre acionistas minoritários e controladores, segundo o artigo. Em seguida, detalha o funcionamento de cada órgão de governança, sua responsabilidade e função dentro da empresa e, por fim, os dispositivos e regras para administrar o conflito de interesses e a ética na gestão.

No tópico intitulado "A BOVESPA E O NOVO MERCADO", apresentam-se as características de listagem no segmento diferenciado de governança corporativa. O Novo Mercado da BOVESPA foi baseado no modelo alemão do Neuer Market, fazendo com que haja dentro da bolsa um segmento de listagem diferenciado para empresas que adotaram as melhores práticas de governança, segundo as regras estabelecidas no modelo. Ao apresentar as regras de listagem, o artigo apresenta algumas falhas, como é o caso de mencionar direito de voto às ações preferenciais, e no outro item mencionar que só deve haver emissão exclusiva de ações ordinárias. O Novo Mercado só permite empresas com 100% de ações ordinárias. Após listar algumas regras, o artigo compara o IGC com o IBOVESPA em um período determinado, e cita a fonte. Por fim faz um balanço entre os benefícios e os custos de adesão ao novo mercado, destacando o poder de barganha e valorização da marca dentre os benefícios e o alto custo de entrada e manutenção da empresa no novo mercado, por ser necessário manter toda uma estrutura de disclosure, relação com investidores e demais órgãos de governança.

Na conclusão, a autora inicia comentando as mudanças no cenário corporativo trazidas pelos conceitos de transparência e governança. Em seguida faz um comentário acerca da importância dos profissionais contribuírem com seu trabalho dentro da empresa, em direção às boas práticas de governança corporativa. No parágrafo seguinte menciona a importância da responsabilidade social, contudo, este termo só havia sido citado na introdução e comentado em um dos tópicos do artigo, sendo que no tópico de aspectos conceituais da governança ela menciona "tripé da governança corporativa", ou seja, no momento de detalhar as dimensões da governança corporativa ela não fala da responsabilidade social, ficando uma lacuna quanto a esta característica de governança dentro do artigo. Aparentemente a própria autora não soube sintetizar os diferentes pontos de vista da bibliografia consultada, e em cada tópico no qual ela se baseava numa bibliografia diferente, mudavam a forma de apresentar alguns conceitos, como neste caso.

profissional, como também na questão da responsabilidade social corporativa, a qual toma a maior parte da conclusão. A conclusão não retoma a importância da transparência na organização, não sintetiza percepções trabalhadas no desenvolvimento dos tópicos e termina dizendo que para novos investimentos e melhores controles internos, um modelo de governança corporativa pode ser importante.

Apesar de apresentar algumas falhas de forma e ideias desconexas, o artigo ressalta um tema importante: a responsabilidade ética dos profissionais envolvidos na governança da empresa. Da mesma forma que a transparência é fundamental para manutenção de um bom relacionamento com stakeholders, a ética dos profissionais envolvidos na gestão da empresa, nos diversos níveis hierárquicos, é importante para garantir que as informações passadas refletem a verdadeira situação da empresa. Sem o dever ético de cada profissional para com sua função, não há sistema de governança que possa garantir uma gestão competente e interessada em defender os direitos dos acionistas e demais interessados.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Comunicação e clima organizacionais


Para comunicar-se, o emissor precisa codificar sua mensagem de maneira que o receptor consiga entendê-la (decodificá-la). Por isso vemos em propagandas e anúncios publicitários as mais variadas formas de “dizer” o que se pretende comunicar, pois anunciantes querem atingir um público específico. Para isso buscam usar o melhor meio para atingir aquele público, com a linguagem certa e com o código adequado.

A comunicação organizacional pode usar os mesmos princípios, se beneficiando da ideia de tratar funcionários e equipes como público-alvo e assim traçar o perfil desse público para comunicar-se de maneira mais eficiente. Entretanto, ao meu ver, a comunicação organizacional é mais complicada, pois além de envolver feedbacks, ela influencia – e molda – o relacionamento dos funcionários e o clima organizacional.

Se o emissor for um gerente e codificar sua mensagem de maneira ríspida e desagradável, ao criticar o trabalho do receptor, o impacto no relacionamento poderá ser negativo, pois o receptor pode não tomar coragem para dar um feedback acerca do caso, e passar a tomar atitudes mais defensivas dali em diante. Por outro lado, se o gerente codificar sua mensagem como uma crítica construtiva, o receptor poderá aceitá-la de maneira positiva, sentindo-se com maior liberdade de tomar atitudes proativas. Quero dizer com isso que o impacto da mensagem não é somente naquele momento de comunicação, mas sim, no relacionamento entre os dois funcionários, nas atitudes por parte dos envolvidos e, por fim, no clima organizacional.

No caso de existir um relacionamento muito ruim entre dois funcionários, que não encoraje sequer um feedback acerca da necessidade de se trabalhar melhor o envolvimento dos funcionários e as atitudes de cada um da equipe, o relacionamento vai se tornar burocrático e existir apenas por imposição trabalhista, além de se tornar muito complexo do ponto de vista gerencial. Nesse caso, creio que a melhor solução pode ser conseguida com terapia de casais aplicada ao ambiente de trabalho. E com o estresse da competitividade do mercado atualmente, não vou me surpreender se, no futuro, encontrar psicólogos especialistas em terapia para equipes de trabalho.

Para obter um resultado favorável no processo comunicativo, o comunicador deve ter a percepção do clima organizacional. do melhor meio, e código mais adequado para lidar com o receptor em questão. Além disso, mesmo não sendo o gerente, deve tomar a liberdade de expôr na mensagem tudo o que achar necessário para que esta seja entendida e utilizada da melhor maneira possível, tanto sobre o ponto de vista técnico ou do processo em que se trabalha, como também do melhor impacto no clima organizacional e no relacionamento.

Fontes: